terça-feira, 25 de junho de 2013

Um raio de luz nestes tempos de uma negrura preocupante...


A vitória de uma classe em luta e constantemente bombardeada com todos os males do país! Como professor, e como português, finalmente vi algo que tenho visto poucas vezes na minha vida adulta e profissional: a união contra a injustiça realmente faz a força.



PS: desculpem o off topic, mas tinha de extravasar por algum lado.

PS2: se alguém achar-se no direito de me tentar atirar com a mesma areia que os nossos governantes atiram areia para os olhos dos portugueses, ficam desde já avisados que não irei admitir comentários contra os professores de pessoas que nada sabem, além dos habituais soundbites ditos por quem interessa esse estado de ignorância perante o que é o trabalho e a vida de um professor. Obrigado.

10 comentários:

Anónimo disse...

Aqueles que são honestos, que procuram ser justos nas suas vidas podem pôr a cabeça no travesseiro e dormir tranquilos. Seus espíritos estão conscientes de que tudo que fazem é pautado na honradez.

E pluribus unum !... sempre ..

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Vai estudar, ó anónimo das 16:41. Ou estás à espera de equivalências?

Anónimo disse...

Querias trabalhar 35 horas por semana corno?

Filipe Araújo disse...

Nunca trabalhei 35 horas, mas sempre bastante mais. Aliás, o próprio ministro admitiu isso. Por isso, esse argumento é vazio. Além disso, e apesar de admitir que já trabalhávamos 40 horas ou mais, queriam aumentar a quantidade de trabalho. Ora, isso é um enorme contra senso, que apenas tinha como objetivo simplesmente cortar professores, mesmo que isso significasse um aumento ainda maior do número de horas de trabalho além do razoável, e como tal, da qualidade do ensino.

Ou pensam que basta colocar mais horas em cima dos professores, que a qualidade mantém-se? Acham mesmo que as horas a fio passadas em sala de aula com 25, 26, e por vezes quase 3o alunos, muitos deles sem qualquer interesse em estar ali, é fácil e pode ser comparável a estar sentada a uma secretária?

Filipe Araújo disse...

PS: passei o facto de ter feito uma pergunta válida, mas com um insulto gratuito. Apenas por ser uma pergunta válida (mesmo que a intenção tenha sido apenas de despeitar), deixei o seu comentário.

Anónimo disse...

Mas por acaso tens alguma experiência pessoal do que é estar sentada(o) atrás de uma secretária 8,9 ou até 10 horas por dia e muitos desses dias ainda levar trabalho para acabar em casa, 8 dias por semana, com 22 dias úteis de férias por ano???????
Ou também só falas pelos tais soundbites!!!!!!!
É tão fácil desvalorizar o trabalho dos outros!!!!!!!!!!
O nosso é que é importante,difícil, estressante.

Filipe Araújo disse...

Meu amigo, eu já trabalhei no campo, já trabalhei a transportar objetos pesados, e já trabalhei atrás de uma secretária com prazos bem apertados e sem horário. Por isso, estou muito à vontade para lhe responder.

Quer você queira ou não, alhos não são a mesma coisa que bogalhos. Eu não desvalorizei coisíssima nenhuma, apenas apontei especificidades. Ou acha que é tudo igual?

Eu já fiz o que supostamente você faz. Agora, gostava de saber se sabe como é dar aulas? Se sabe o que é passar horas a fio com 28 alunos à sua frente, tendo de disciplinar, e ao mesmo tempo motivar para a aprendizagem. E motivar um aluno, não é a mesma coisa que motivar outro. Por isso, um professor tem de se dividir em múltiplas tarefas e comportamentos, de forma a poder responder a todas as necessidades de uma turma. Se sabe o que é ter no meio desses 28 alunos, 5 ou 6 que a única coisa que estão interessados é conversar, não mostrando qualquer motivação, ou respeito pela aula. Gostava de saber se sabe o que é ter de estar constantemente a interromper uma atividade para mandar calar uns quantos, que ainda são capazes de lhe responder torto e gozar consigo. Se sabe o que é tentar explicar por mil e uma maneiras algo, na tentativa de ajudar um aluno, e no final, ele se borrifar completamente.
Se sabe o que é dizer a um pai tudo isto, e o pai ainda lhe mandar na cara que a culpa é sua, e com sorte, como eu já vi várias vezes, ainda lhe tentar agredir apenas por isso. Ou se sabe o que é ter de impedir à força um pai, em liberdade condicional e segurança numa discoteca, de entrar numa sala de professores, depois de agredir um membro da direção e um professor. Ou se sabe o que é ter pais a ameaçar de morte apenas porque o seu filho foi castigado na escola, e "obviamente", os professores mentiam e perseguiam o rapaz.

Quando souber isto e muito mais, aí conversamos. Até lá, você continua na ilusão que alhos são a mesma coisa que bogalhos...

JM disse...

É incrível o nível de inveja e hipocrisia que existe no nosso país, todos contra todos, uns porque se acham que só eles trabalham e só eles têm direito ao trabalho, outros apenas se preocupa em "governar" a eles próprios, e por aí fora, e é esta divisão que os (des)governos querem, dividir para reinar, onde haja uma classe dominante e o resto a trabalhar para eles de borla... triste país, merda de gente.

Filipe Araújo disse...

JM, essa é a grande questão. Pessoalmente, sempre tive grande respeito pelo trabalhador (fosse qual fosse o trabalho, não viesse eu de uma família com variadíssimas profissões). Contudo, muita gente acha que é tudo igual, e mesmo não estando contentes com quem governa, acaba por descarregar no gajo ao lado que está melhor (ou não) que ele.

É a típica mentalidade portuguesa, infelizmente. Se ninguém consegue nada, é tudo uma merda, se alguém luta e consegue algo, é um preguiçoso e um beneficiado...

cumps