quarta-feira, 12 de junho de 2013

Lá, como cá...


Interessante este post que li num blog portista, no qual encontrei semelhanças óbvias com muitos posts já lidos em blogs benfiquistas. Lá, como cá, existem queixas sobre a forma como são tratados os adeptos mais fiéis. Seria bom pensar nisto, até porque os preços dos Red Pass na Luz estão altíssimos, e será necessário um esforço enorme para o poder renovar. Isto partindo do princípio que não aumentam novamente os preços.


Tenho lugar anual desde os tempos do saudoso Estádio das Antas, mal eles foram criados e após o estádio ter sido todo encadeirado. Passamos para o Dragão, a minha fidelidade manteve-se e tenho o mesmo lugar há cerca de 8 anos. Na época passada, eles já tinham tentado, mas houve resistências, dividiram a mal pelas aldeias e o aumento foi de 8%. Este ano, mais um aumento, agora de perto de 15%. Isto é, em tempo de crise profunda, em que as pessoas fazem das tripas coração para cumprirem as suas obrigações e comprar o lugar, pelo mesmo preço, já seria difícil, o F.C.Porto não tem isso em conta e em apenas 2 anos, aumenta o mesmo lugar anual, sem mais nenhuma benesse, note-se, em cerca de 23%. E ainda fala em pequenas mudanças, grandes momentos, novas políticas de preços, nova denominação de bancadas. Quero lá saber se as bancadas deixam de ser Coca-Cola e passam a chamar-se TMN ou MEO? É uma enorme falta de respeito, um escândalo. É lamentável que nos tempos difíceis que correm, em vez de tentar manter, pelo menos aqueles que têm sido fiéis, que pertencem ao núcleo duro dos que estão lá sempre, independentemente do clube ganhar ou perder, fazer chuva ou sol, a equipa jogar bem ou mal, isto é, o portismo e a paixão, os tratem como um qualquer adepto que chega hoje ao clube e compra o mesmo lugar anual, pasme-se, pelo mesmo preço.
Costuma dizer-se que quem não tem dinheiro não tem vícios. É verdade, mas mais que o dinheiro, trata-se de uma questão de princípios e isso os manga de alpaca, bem na vida e sentados em boas poltronas, não percebem, nunca perceberão. Para eles, desde que o lugar esteja ocupado, tanto faz ser um Dragão como um benfiquista. Ninguém ganha sempre, mas os apaixonados e fiéis nunca desistem. Ao contrários dos que só aparecem às vezes, por acaso, nas horas boas. Lamentavelmente, o F.C.Porto trata todos por igual.


Claro que não são realidades comparáveis, mas a política de preços do Sporting foi o que lhes permitiu, no annus horribilis que tiveram, ter sempre assistências acima do expectável. Soubéssemos nós aprender com esses exemplos, e assim manter-se-iam os mais fiéis, e tornar-se-iam outros igualmente frequentes na Catedral. Dessa forma, teríamos o nosso estádio sempre com 50000 ou mais. E no final, entre o deve e o haver, não se teria perdido dinheiro algum, já que é esse o problema.

Por isso, e atendendo à promessa do nosso presidente, seria importante haver algum ajustamento aos tempos de crise, de maneira a aumentar o número de cativos no Estádio, e dessa maneira, deixarem de ser necessárias as borlas que desvirtuam o sistema, e que prejudicam o sócio fiel que tem o Red Pass.

3 comentários:

Paulo Figueiredo disse...

Estou curioso para ver os preços dos Red Pass para a próxima época...

Depois da forma como fracassámos no final da época, quero ver se há coragem para aumentar os preços.

Também vou abordar esse assunto no meu blogue um dia destes...

Saudações Benfiquistas

Filipe Araújo disse...

Eu gostava era de saber se há coragem para os baixar, de maneira a motivar os que já têm, e outros que não têm, de ter um cativo para o próximo ano. Já agora, se não quiserem baixar o preço, que tal adicionarem o jogo de apresentação, jogos da Taça de Portugal e jogos da liga?

Benfiquista Tripeiro disse...

O engraçado é que na edição do jogo de hoje (leio no café, não o compro, obviamente) vinha uma caixa cujo título era mais ou menos isto: porto desce preços dos dragon seats. Fiquei logo com inveja e li com atenção. No texto diziam orgulhosamente que os preços dos cativos iam baixar, porque a direcção tinha em conta a crise que o país atravessa. Depois lá referia que a diminuição era para jovens, reformados e pessoas com mobilidade reduzida. Sobre o aumento dos cativos normais (a maioria, certamente) nem uma palavra. É tudo limpinho.